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Biblioteca / Diamante

Diamante

Carbono puro em estrutura cúbica

Carbono cristalizado sob pressão extrema no manto terrestre. É o material natural mais duro que se conhece, o único mineral formado por um só elemento entre as grandes gemas, e o único com um sistema de classificação universalmente aceito, os 4 Cs.

Hábito cristalino: Cúbico
Hábito cristalinoCúbico
Dureza Mohs10
Acima de 7, resiste à poeira do dia a dia, que é quartzo. Serve para anel de uso contínuo.

Propriedades técnicas

Espécie
Diamante
Composição química
CCarbono
Densidade
3,51 a 3,53 g/cm³
Índice de refração
2,417
Dispersão
0,044, responsável pelo fogo
Cor
Incolor a amarelo; fantasia em rosa, azul, verde, amarelo intenso e vermelho
Brilho
Adamantino
Clivagem
Perfeita, em quatro direções
Fratura
Conchoidal
Transparência
Transparente
Expectativa de pureza
  1. Tipo ILimpa a olho nu
  2. Tipo IIAlgumas inclusões
  3. Tipo IIIQuase sempre incluída

Classificado pela escala GIA de FL a I3, com avaliação sob lupa de 10×. É a única gema em que a graduação de pureza é padronizada e reproduzível entre laboratórios.

Categoria de mercado da espécie, não a pedra à venda, o que cada peça tem está na ficha dela.

Origens

Origem com prêmio de mercadoProdução corrente

Botsuanaprêmio de mercado

Jwaneng, Orapa

Maior produtor mundial em valor. Cadeia com rastreabilidade reconhecida.

Rússia

Iacútia

Maior produtor em volume de quilates.

Canadáprêmio de mercado

Territórios do Noroeste

Referência em rastreabilidade e certificação de origem.

Brasil

Diamantina (MG), Coromandel (MG), Juína (MT)

Produção histórica que abasteceu o mundo no século XVIII, antes da África do Sul. Coromandel é conhecida por diamantes de tamanho excepcional.

Na bancada

  1. Uso diárioAliança e anel de uso contínuo
  2. Com proteçãoPede bisel, aro alto ou galeria
  3. DelicadaBrinco, pingente e ocasião
Solda, ultrassom, vapor e cravação5 pontos
  • Ultrassom e vapor seguros em diamante natural sem tratamento e sem fraturas expostas.
  • Diamante preenchido: retire para tudo. O preenchimento não sobrevive ao maçarico nem ao ácido.
  • Dureza 10 não significa indestrutível: a clivagem perfeita em quatro direções faz o diamante lascar com impacto no ângulo certo. Cravador sabe onde não bater.
  • Diamante risca diamante. Nunca guarde peças soltas juntas nem misture na mesma bandeja com gemas coloridas.
  • Ao soldar com pedra montada, evite chama direta e fluxo com boro, pode deixar película esbranquiçada na superfície.

Antes de fechar a compra

O que olhar do diamante antes de pagar, e o que exigir por escrito.

A checagem, ponto a ponto5 itens
  • Compre com laudo de laboratório reconhecido, GIA, IGI ou HRD. Laudo de casa ou "laudo nacional" sem lastro não é referência de mercado.
  • Priorize corte sobre cor e pureza dentro do seu orçamento.
  • Exija a declaração natural ou de laboratório por escrito, na nota. É exigência regulatória e protege você na revenda.
  • Confira se o número do laudo está inscrito a laser na cintura e confere com o certificado.
  • Para melê e calibrado, compre por lote fechado com faixa de cor e pureza especificada, e confira uma amostra sob lupa antes de aceitar.

Tratamentos

Tratamento não é defeito, mas muda o preço. Peça por escrito.

HPHT para melhoria de corFrequência: Ocasional

Alta pressão e temperatura removem ou alteram a cor. Permanente e estável, mas deve constar no laudo. Reduz o valor em relação ao natural sem tratamento.

Preenchimento de fraturasFrequência: Ocasionalna faixa barata

Vidro de alto índice em fraturas. Não sobrevive ao maçarico nem ao ácido de banho. Exige declaração.

IrradiaçãoFrequência: Comumem diamantes coloridos baratos

Produz azul, verde e amarelo. Estável, mas o material vale uma fração do fantasia natural.

História e mercado2 capítulos

Os 4 Cs, e por que a lapidação vem primeiro

Cor, pureza, lapidação e peso. Dos quatro, o único que depende inteiramente de decisão humana é a lapidação, e é o que mais afeta a aparência da pedra.

Um diamante com cor D e pureza IF, mal lapidado, parece morto. Um H VS2 com lapidação excelente devolve mais luz e impressiona mais na mão. Compradores experientes começam pelo corte e negociam os outros três.

Para uso em joalheria de série, a faixa de melhor custo-benefício costuma ficar em cor G a I, pureza VS a SI1 e corte excelente ou muito bom. Acima disso você paga por diferença que não se enxerga sem lupa.

Natural e de laboratório

Diamante sintetizado em laboratório, por HPHT ou CVD, é diamante: mesma composição, mesma estrutura, mesmas propriedades físicas e ópticas. Não é imitação, imitação é zircônia ou moissanita, materiais quimicamente distintos.

A diferença está na origem e no mercado. Preços de laboratório caíram de forma acentuada desde 2018 e continuam em queda, enquanto o natural mantém comportamento de ativo. São produtos com dinâmicas comerciais opostas.

A distinção exige equipamento de laboratório, não há teste visual confiável. Para revenda, o laudo é obrigatório, e a declaração de origem é exigência legal em vários mercados.

A lapidação é o fator que mais influencia a beleza de um diamante, e o mais complexo de analisar.

Gemological Institute of America

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