Rubi
A variedade vermelha do coríndon
Coríndon colorido por cromo. Divide com a safira o segundo lugar em dureza entre os minerais, atrás apenas do diamante, e ocupa o topo absoluto de preço por quilate entre as gemas coloridas, rubi birmanês fino de tamanho relevante supera com folga o diamante branco equivalente.
Propriedades técnicas
- Espécie
- Coríndon
- Composição química
- Al₂O₃Óxido de alumínio
- Densidade
- 3,97 a 4,05 g/cm³
- Índice de refração
- 1,762 a 1,770 (±0,003)
- Birrefringência
- 0,008 a 0,010
- Cor
- Vermelho a vermelho arroxeado, por Cr³⁺
- Brilho
- Vítreo a subadamantino
- Clivagem
- Ausente; partição em alguns materiais
- Fratura
- Conchoidal a irregular
- Transparência
- Transparente a translúcida
- Pleocroísmo
- Forte, vermelho arroxeado e vermelho alaranjado
- Tipo ILimpa a olho nu
- Tipo IIAlgumas inclusões
- Tipo IIIQuase sempre incluída
Espera-se alguma inclusão. Agulhas de rutilo finas, chamadas seda, são normais e podem até ser desejáveis, espalham a luz e suavizam a cor. Rubi absolutamente limpo em tamanho relevante levanta suspeita de sintético.
Categoria de mercado da espécie, não a pedra à venda, o que cada peça tem está na ficha dela.
Origens
Mianmarprêmio de mercado
Mogok, Mong HsuA referência histórica. O vermelho puro levemente azulado de Mogok, chamado sangue de pombo, é o padrão contra o qual todo rubi é medido. Produção fina hoje é escassa.
Moçambiqueprêmio de mercado
MontepuezDescoberta em 2009, transformou o mercado. Material de qualidade alta em volume inédito, e hoje a principal fonte comercial do mundo.
Tailândia e Camboja
Chanthaburi, PailinMaterial mais escuro, com forte componente de ferro. Chanthaburi permanece o maior centro de lapidação e tratamento do planeta.
Tanzânia e Madagascar
Winza, AndilamenaProduções mais recentes, com material de boa cor em tamanhos comerciais.
Na bancada
- Uso diárioAliança e anel de uso contínuo
- Com proteçãoPede bisel, aro alto ou galeria
- DelicadaBrinco, pingente e ocasião
Solda, ultrassom, vapor e cravação5 pontos
- Rubi aquecido e sem fraturas: ultrassom e vapor são seguros. Dureza 9 e ausência de clivagem tornam esta uma das gemas mais resistentes da bancada.
- Rubi com preenchimento de vidro: retire para tudo. Ácido, calor, ultrassom e até polimento atacam o preenchimento.
- Antes de soldar com a pedra montada, confirme o tratamento. Rubi aquecido tolera; rubi preenchido não sobrevive.
- Cuidado com a partição, alguns materiais têm planos de fraqueza que se comportam como clivagem sob impacto.
- É a gema de coloração que melhor aceita uso diário. Em anel de aliança, é escolha segura.
Antes de fechar a compra
O que olhar do rubi antes de pagar, e o que exigir por escrito.
A checagem, ponto a ponto5 itens
- Exija laudo declarando o tratamento. Em rubi, a diferença entre aquecido e preenchido com vidro é a diferença entre um ativo e um problema.
- Para detectar preenchimento na inspeção rápida: procure lampejos azulados ou alaranjados nas fraturas sob lupa, e bolhas achatadas.
- Compare o lote perto de uma janela e sob lâmpada. Fluorescência viva indica material pobre em ferro e sustenta valor.
- Avalie o pleocroísmo. Lapidação mal orientada entrega o vermelho alaranjado em vez do arroxeado que o mercado paga.
- Origem importa e deve estar no laudo. Montepuez e Mogok não se precificam igual.
Tratamentos
Tratamento não é defeito, mas muda o preço. Peça por escrito.
Dissolve seda, clareia e melhora a transparência. Estável e permanente. Rubi não aquecido com laudo tem prêmio expressivo.
Fraturas preenchidas com vidro de alto índice de refração, transformando material opaco em pedra aparentemente transparente. É a armadilha mais frequente do mercado de rubi. O vidro dissolve em ácido de banho, racha ao maçarico e sai no polimento, a pedra pode literalmente se desfazer na bancada. Exige declaração e vale uma fração do rubi aquecido.
Cor induzida por difusão em alta temperatura, restrita a uma camada superficial em alguns casos. Deve constar no laudo; derruba o valor.
História e mercado2 capítulos
Onde termina a safira rosa e começa o rubi
Rubi e safira rosa são o mesmo mineral com o mesmo cromóforo. A diferença é só de saturação, e não existe fronteira universal: laboratórios e mercados divergem sobre onde traçar a linha.
A tradição do comércio asiático é mais permissiva e classifica como rubi material que laboratórios ocidentais chamariam de safira rosa. A diferença de nome pode representar múltiplos no preço da mesma pedra.
Na prática, peça o laudo do laboratório cuja classificação seu mercado respeita, e avalie a cor com seus próprios olhos sob luz difusa.
Fluorescência: por que o birmanês brilha
O cromo que dá cor ao rubi também o torna fluorescente ao ultravioleta. Sob luz solar, que contém UV, essa fluorescência soma vermelho ao vermelho da própria pedra, o rubi parece brilhar de dentro.
Material birmanês é pobre em ferro, e ferro suprime fluorescência. Material tailandês, rico em ferro, é comparativamente inerte e parece mais escuro na mesma luz.
É a explicação técnica por trás do prêmio de Mogok. E é verificável na hora: leve o lote para perto de uma janela e compare com uma lâmpada sem UV.
“A cor é o fator mais importante na avaliação de um rubi. O vermelho mais fino é levemente arroxeado, em tom médio a médio-escuro.”
Joias com esta gema
1 peça montada, cada uma uma vez só.
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