Pular para o conteúdo

Biblioteca / Turmalina Paraíba

Turmalina Paraíba

Elbaíta colorida por cobre

Elbaíta em que o cobre substitui parte do alumínio na estrutura, produzindo um azul-turquesa luminoso que nenhuma outra gema reproduz. Descoberta na Paraíba em 1989, é hoje uma das gemas mais caras por quilate do mundo.

Hábito cristalino: Trigonal
Hábito cristalinoTrigonal
Dureza Mohs7 a 7,5
Acima de 7, resiste à poeira do dia a dia, que é quartzo. Serve para anel de uso contínuo.

Propriedades técnicas

Espécie
Turmalina (elbaíta)
Composição química
Na(Li,Al)₃Al₆(BO₃)₃Si₆O₁₈(OH)₄ + Cu, MnBorossilicato de sódio, lítio e alumínio, com cobre
Densidade
3,00 a 3,11 g/cm³
Índice de refração
1,603 a 1,655
Birrefringência
0,013 a 0,024
Cor
Azul-esverdeado a azul-violeta intenso, por Cu²⁺; Mn desloca ao roxo
Brilho
Vítreo
Clivagem
Indistinta
Fratura
Conchoidal a irregular
Transparência
Transparente a translúcida
Pleocroísmo
Distinto, geralmente azul e azul-esverdeado
Expectativa de pureza
  1. Tipo ILimpa a olho nu
  2. Tipo IIAlgumas inclusões
  3. Tipo IIIQuase sempre incluída

Material brasileiro costuma vir com mais inclusões e em tamanhos pequenos; o africano dá pedras maiores e mais limpas. Pedra limpa acima de 3 ct é rara em qualquer origem.

Categoria de mercado da espécie, não a pedra à venda, o que cada peça tem está na ficha dela.

Origens

Origem com prêmio de mercadoProdução corrente

Brasilprêmio de mercado

São José da Batalha (PB), Parelhas e Mulungu (RN), Alto dos Quintos

A origem original, e a que sustenta o prêmio de preço. Cor neon inconfundível, mas produção praticamente esgotada e cristais pequenos, a maioria fecha abaixo de 1 ct.

Nigéria

Ilorin, Edoukou

Descoberta em 2001. Tons geralmente mais claros e esverdeados, com pedras maiores.

Moçambique

Mavuco, Alto Ligonha

Descoberta em 2005. Material limpo, em tamanhos que o Brasil não entrega, com azul mais suave. Responde hoje pela maior parte do que circula no mercado.

Na bancada

  1. Uso diárioAliança e anel de uso contínuo
  2. Com proteçãoPede bisel, aro alto ou galeria
  3. DelicadaBrinco, pingente e ocasião
Solda, ultrassom, vapor e cravação5 pontos
  • Não use ultrassom. Turmalina acumula tensão interna e a vibração encontra as fraturas antes de você.
  • Retire a pedra para soldar. A turmalina é piroelétrica e piezoelétrica: variação de temperatura gera carga na superfície, que atrai poeira, e o choque térmico trinca com facilidade.
  • O calor de aquecimento excessivo pode alterar a cor de forma permanente, inclusive a cor obtida no tratamento.
  • Cristais longos e finos favorecem lapidações alongadas, que são justamente as mais frágeis na cravação. Reforce as garras nas extremidades.
  • Limpeza com água morna e sabão neutro apenas.

Antes de fechar a compra

O que olhar da turmalina paraíba antes de pagar, e o que exigir por escrito.

A checagem, ponto a ponto5 itens
  • Exija laudo com determinação de origem. Sem isso, você está pagando preço de Paraíba por material que pode ser africano.
  • Avalie sob luz do dia e sob LED frio. O efeito neon aparece nos dois; um azul que só brilha sob luz dirigida provavelmente não é cobre.
  • Confira o pleocroísmo girando a pedra. Turmalina mostra cores distintas em eixos diferentes, e a lapidação decide qual você enxerga de frente.
  • Peça o peso exato. Nesta gema, a diferença entre 0,95 ct e 1,05 ct muda o preço por quilate, não só o total.
  • Em lote, atenção à uniformidade de saturação, material africano varia bastante dentro do mesmo pacote.

Tratamentos

Tratamento não é defeito, mas muda o preço. Peça por escrito.

AquecimentoFrequência: Muito comum

Aquecimento moderado remove o componente violeta ligado ao manganês e realça o azul do cobre. É prática difundida, estável e geralmente aceita, mas deve constar no laudo, porque material com cor natural sem aquecimento tem prêmio.

História e mercado2 capítulos

Uma descoberta improvável

Heitor Dimas Barbosa passou quase uma década cavando a serra da Paraíba convencido de que ali havia algo que ninguém tinha visto. Em 1989 seus trabalhadores chegaram a um bolsão com cristais de um azul que não correspondia a nenhuma turmalina catalogada.

A análise mostrou o motivo: cobre na estrutura cristalina, em quantidade suficiente para produzir cor. Até então, cobre não era conhecido como cromóforo em turmalina. Em poucos anos o preço por quilate passou de dezenas para dezenas de milhares de dólares.

A jazida original é minúscula e está praticamente exaurida. Isso torna a procedência uma variável de preço em si, uma Paraíba brasileira certificada vale múltiplos de uma africana visualmente equivalente.

A questão do nome

Quando material com cobre apareceu na Nigéria e em Moçambique, instalou-se uma disputa: "Paraíba" designa uma origem geográfica ou um tipo de material?

O LMHC, comitê que reúne os principais laboratórios gemológicos, definiu que "turmalina Paraíba" é uma denominação de variedade, aplicável a qualquer elbaíta cuja cor derive de cobre, independentemente de onde tenha sido extraída.

Na prática o mercado não trata as origens como equivalentes. Laudo que atesta procedência brasileira sustenta prêmio expressivo, e o comprador informado sempre pergunta. Um laudo que diz apenas "turmalina Paraíba" sem indicar origem está descrevendo, muito provavelmente, material africano.

Joias com esta gema

1 peça montada, cada uma uma vez só.

Ver joias da turmalina paraíba

No cofre agora

1 pedra disponível, com peso, medida e preço.

Ver turmalinas Paraíba na loja

Não achou a turmalina paraíba que queria?

O cofre gira toda semana. Diga o que procura:

  • Joia ou pedra solta
  • Formato ou lapidação
  • Tamanho aproximado
  • Faixa de preço
  • Prazo
WhatsApp